Da sala de aula ao CERN: professor de Picuí leva a educação paraibana à Europa




Alex Barros foi selecionado para uma formação internacional em Física de partículas, com atividades na Suíça e em Portugal

A trajetória construída na educação pública está levando o professor de Física Alex Barros, natural de Picuí, no Seridó paraibano, a uma experiência internacional em um dos mais importantes centros de pesquisa científica do mundo.

Alex embarca nesta quarta-feira (26) para a Europa, onde participará de uma formação internacional com atividades relacionadas ao CERN — Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, na Suíça, e ao LIP — Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, em Portugal.

Professor efetivo da Rede Estadual de Pernambuco e atualmente docente da Escola Estelita Timóteo, em Toritama, Alex foi selecionado por meio de edital destinado a professores de Física. A programação inclui contato com pesquisadores, palestras, instalações científicas e atividades voltadas à Física de partículas.

A oportunidade é resultado de uma trajetória iniciada em 2011 e marcada pela atuação na educação pública, participação em olimpíadas científicas e desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica.

Em 2023, quando trabalhava na ECI Prefeito Aguitonio Dantas, em Frei Martinho-PB, Alex foi selecionado para o Projeto Manna, experiência que ampliou sua atuação com tecnologias educacionais. Desde então, passou a desenvolver atividades envolvendo inteligência artificial, Arduino, drones, metaverso e outras ferramentas.

Em 2025, já como professor efetivo da Rede Estadual de Pernambuco, continuou participando de iniciativas relacionadas à inovação e chegou à final do Manna Champion Quantum, em Curitiba, integrando uma equipe formada por estudantes e professora.

Para Alex, a conquista também carrega as marcas dos lugares por onde passou. Picuí representa suas raízes; Frei Martinho, uma etapa fundamental de sua formação profissional; e Toritama, o espaço onde atualmente desenvolve seu trabalho.

O professor faz questão de destacar que a seleção não representa apenas uma conquista pessoal, mas também o reconhecimento do trabalho realizado diariamente nas escolas públicas.

“Essa conquista reflete um trabalho diário que é feito no chão das escolas públicas, e é esse trabalho que deve ser mais valorizado.”

Após o retorno ao Brasil, a expectativa é compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a formação por meio de palestras e ações educativas, aproximando estudantes e professores de temas como Física de partículas, ciência, pesquisa e tecnologia.

De Picuí ao CERN, a trajetória de Alex Barros ultrapassa fronteiras. E o objetivo é fazer com que o conhecimento adquirido na Europa retorne às escolas e inspire uma nova geração de estudantes paraibanos e pernambucanos.

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