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ENGº DE MINAS DO PARÁ SE MOBILIZAM PARA CRIAR UMA ASSOCIAÇÃO

Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem) deverá ter a primeira Assembleia Geral em 10 de julho

Os engenheiros de minas do Pará estão se mobilizando para a criação da  Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem). A Comissão de Fundação da Assopem é composta pelos engenheiros de minas Artur Alves e André Santos, ambos residentes no Pará e egressos do curso de Engenharia de Minas e Meio Ambiente da então Universidade Federal do Pará (UFPA), em Marabá, atualmente Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). A realização de sua primeira Assembleia Geral, para eleição da diretoria, deverá ser realizada em 10 de julho.
A Comissão de Fundação está preparando o “Diagnóstico da Profissão do Engenheiro de Minas no Pará”. Segundo o estudo, existem 179 engenheiros de minas graduados no Pará, mas a taxa de ocupação formal na profissão (ex-alunos trabalhando como engenheiros de minas) não chega a 50%. “Todos vão ter noção do estoque de mão de obra, onde estão os engenheiros de minas brasileiros, quais empresas os absorvem, quais os municípios mineradores mais dinâmicos e quais prefeituras empregam nossos heróis da balança comercial”, enfatiza Santos, organizador do estudo, completando que o diagnóstico vai pautar, ainda, um interessante debate junto às prefeituras, muitas das quais fazem “vista grossa” à atuação do engenheiro de minas e o susbtitui por profissional com atribuição afim, o que é muito perigoso. “As prefeituras perdem milhões em recursos por não terem engenheiros de minas em seus quadros. Dos 50 mais poderosos municípios mineradores espalhados em todo o Brasil, apenas meia dúzia tem esse profissional. E tem deles com salário de R$ 1.500, um absurdo”, lamenta.
"O Pará é o segundo Estado brasileiro em volume de operações minerais e deve tomar a liderança ainda esta década, dada a quantidade de projetos previstos para start-up e a potencialização de empreendimentos já em andamento. Mesmo assim, o Estado não possui uma associação de classe para defender os interesses de um dos protagonistas da economia nacional, que é o engenheiro de minas", explica Artur Alves.

A Assopem será a 18ª associação de classe de engenheiros de minas já criada no País. Ao longo da história de criação das entidades, que também será contada na pesquisa, duas foram encerradas, inclusive uma do Pará, criada em 1984 para atender Pará e Amapá e falida há décadas. Hoje, existem 15 associações “vivas” e uma federação das associações. "A Assopem será a 16ª e chega para mostrar serviço", afirma Alves.

De acordo com Alves, o objetivo da Assopem é congregar profissionais diplomados em Engenharia de Minas, inscritos ou com visto no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Pará, e orientar associados sobre suas responsabilidades técnicas perante a associação, os poderes públicos, os clientes, os empregadores e a sociedade, fazendo respeitar o Código de Ética Profissional. "A Assopem está assumindo também o compromisso de intermediar a colocação de profissionais no mercado de trabalho num Brasil que assiste à demissão de um novo engenheiro de minas a cada dois dias. Engajar no mercado paraense os egressos do curso da Unifesspa é o maior desafio que estamos assumindo com responsabilidade”, destaca.

Os principais desafios para a nova associação são regionais: a distância entre os engenheiros de minas, já que o Pará é muito grande e há profissionais espalhados em todos os cantos do Estado; e os custos financeiros para registrar a entidade, que está sendo pensada na capital paraense, Belém, mas cuja sede será no município de Marabá, a 580 quilômetros da capital. “Marabá é polo regional da região sudeste do Pará, onde estão localizados 80% dos projetos atuais e futuros da indústria extrativa estadual”, comenta André Santos, afirmando que a cidade posiciona-se a 200 quilômetros das minas de Carajás e é sede do curso de Engenharia de Minas e Meio Ambiente, o que possibilita mobilizar estudantes a, desde cedo, aderirem à Assopem.
A previsão da Comissão de Fundação é de que, com a realização da Assembleia Geral, em 10 de julho, e posse da Diretoria na mesma data, imediatamente a Assopem comece a funcionar. “Nossa meta é absorvermos todos os 179 egressos do curso de Engenharia de Minas e Meio Ambiente e orientarmos os universitários a embarcarem na ideia, tendo em vista que poderemos recebê-los na condição de associados juniores”, espera Alves, destacando que o Estatuto da Assopem já se encontra pronto para ser levado à Assembleia Geral e foi todo o tempo acompanhado por um consultor jurídico.
Segundo Santos, o Pará tem atualmente 600 pessoas com diploma de engenheiro de minas, mas exatamente 70% desse total são profissionais oriundos de outros Estados, que trabalham em projetos de mineração do Pará. “Durante a semana que passou, fui procurado por pelo menos nove engenheiros de minas e um estudante querendo se associar. Só de Minas Gerais foram cinco, um de São Paulo, um da Paraíba, um de Goiás, um do Rio Grande do Sul e um estudante de Santa Catarina. Queremos ir longe, mas, neste primeiro momento, estamos focados em ajudar nossos conterrâneos”, explica.

Alves garante que a Assopem vai entrar na guerra pelo desenvolvimento do Pará, haja vista os inúmeros projetos de mineração que devem desembarcar no Estado num horizonte de três anos. “Vamos ultrapassar Minas Gerais em importância mineral. E não dá para os municípios paraenses continuarem com indicadores ruins de qualidade de vida, o que afasta até investidores diante de um capital humano precário. Por isso, chegaremos para somar forças em prol de nossos profissionais e do lugar em que vivemos”, finaliza.



Por Conexão Mineral

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