Pular para o conteúdo principal

A HISTÓRIA DO QUARTZITO DE JUNCO DO SERIDÓ

A história da extração do quartzito em Junco do Seridó, cidade localizada  do Seridó Paraibano, a 265 quilômetros de João Pessoa, remete ao final da década de 1980, com a chegada do artesão olindense Lourenço Quirino Mendonça, Também conhecido como “Seu Mendonça”. Ele observou que a cidade do Junco tinha um grande potencial e, resolveu investir no quartzito ornamental.

 “Vi a oportunidade de negócio com quartzito e, de comercializá-la com o segmento da construção civil”, disse Seu Mendonça. A cidade do Junco do Seridó é conhecida por seu grande potencial mineral. O quartzito é encontrado lá nas cores: vermelha, verde, ouro-velho, chumbito e salmão. Ciente das possibilidades do empreendimento, Seu Mendonça convidou alguns garimpeiros para trabalharem com ele, e resolveu abrir uma empresa de mineração na cidade. Em pouco tempo o mercado de minérios expandiu, e seu empreendimento já comercializava para alguns arquitetos, engenheiros e para empresas de outras regiões. “Fiz os mostruários e painéis dos produtos, e fui expondo-os na beira da estrada. O mercado foi surgindo e comecei a levar o material para Recife e Olinda”, diz Seu Mendonça. Outras pessoas seguiram o exemplo do artesão e passaram a expor pedras para venda às margens da BR-230. No entanto, sem ter noções de mercado, as pessoas estavam comercializando seus produtos de forma desorganizada e na informalidade. 

A situação do comercio de pedras em Junco já estava caótica. Por todo lado havia gente vendendo pedras, sempre na informalidade. Consciente do problema social e a degradação do meio ambiente, Seu Mendonça também observou que a informalidade dos mineradores na cidade já estava prejudicando o seu negócio. E foi nesse momento que decidiu fechar a sua empresa. A partir dessa experiência, ele percebeu que a solução desse problema seria fundar uma cooperativa, com vistas a organizar a produção e agregar valor ao material. “Naquela situação todos perdiam: o minerador porque passava o produto barato demais e não era reconhecido como trabalhador, e o município porque a mercadoria saía sem nota, sem imposto, sem nada” comenta seu Mendonça. 

As cooperativas são associações autônomas, em que as pessoas se unem voluntariamente para satisfazer necessidades econômicas, sociais e culturais comuns. Tais sociedades são de propriedade coletiva e devem ser democraticamente geridas. Com o apoio do SEBRAE e dos demais órgãos, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), em 16 de fevereiro de 2008 o senhor Lourenço Quirino Mendonça, funda a Cooperativa dos Mineradores que formam as Regiões do Seridó e Curimataú do Estado da Paraíba LTDA – Cooperjunco.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

(VIDEO) ENGº DE MINAS DA CIDADE DE PICUÍ FOI DESTAQUE NO DOMINGO ESPETACULAR

Em Pindobaçu (BA), conhecida como a capital mundial da esmeralda, garimpeiros encontraram recentemente uma preciosidade que pode valer dezenas de milhões de reais. Trata-se de uma rocha de 1,30 m e 365 kg, cravejadas de esmeraldas, um verdadeiro tesouro geológico debaixo do solo brasileiro. O Domingo Espetacular entrou na mina de origem da pedra e mostra qual deve ser o destino dela. Acompanhe! Na o ocasião o   Engenheiro de Minas, da cidade de Picuí, Paraíba,  Marcelo Araújo Santos,  formado pela Universidade Federal de Campina Grande – UFCG. Falou sobre a mina.
Veja a reportagem: 




Setor mineral em foco com domingo espetacular.

MINERAL RARO PODE TER SIDO ENCONTRADO EM FREI MARTINHO PARAÍBA

A MINA ESCOLA EM SANTA LUZIA PODE SER USADA PARA ATIVIDADES PRÁTICAS DE MINERAÇÃO.

A Mina Escola  fica  localizada as margens da BR-230 que corta o Sertão do Estado da Paraíba, quem passa pela cidade de Santa Luzia com destino à  Patos ou de Patos destino à Campina Grande,  consegue ver suas instalações.
Segundo o técnico em Mineração Antônio de Pádua Sobrinho, a Mina Escola   apesar de está desativada continua sendo um  verdadeiro laboratório podendo  ser utilizada para a realização de  aulas práticas para  estudantes de Engenharia de Minas, de Geologia, e de técnicos em mineração ou até mesmo como ferramenta para projetos que buscam o desenvolvimento da Mineração no Estado. “Percorrendo as instalações da Mina é possível observar que muitas aulas podem ser ministradas no local, como de Geologia, Lavra, desmonte de rochas e beneficiamento de Minérios, ou quem sabe utiliza-la  para o turismo,tendo em vista o seu valor histórico e cultural,  em sua maioria desconhecido pelas gerações mais jovens,  seria  uma forma de preserva esse patrimônio  como acontece em algumas M…