Professor e técnico em mineração

quarta-feira, 5 de junho de 2013

DNPM começa a utilizar métodos mais modernos para fiscalizar exploração de jazidas

Juazeiro do Norte. Um forte aliado para auxiliar no processo de fiscalização em localidades de difícil acesso e identificação de áreas mineração no Brasil, está sendo testado na região do Cariri. Trata-se do Veículo Aéreo não Tripulado (Vant). O projeto vem sendo desenvolvido desde setembro de 2011, por meio do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
O equipamento é um pequeno avião com plataforma de sensoriamento remoto, de apenas 2,5 quilos. Ontem, os testes foram realizados na área de mineradoras, entre as cidades de Nova Olinda e Santana do Cariri, onde há grande exploração de calcário laminado.
A coordenadora do projeto e geóloga do DNPM, Cristina Prando Bicho, esteve na região para acompanhar os testes com uma equipe de técnicos do órgão, além dos pesquisadores e integrantes da área do Geopark Araripe. Um dos objetivos é manter um trabalho integrado com a coordenação do projeto, por meio da Universidade Regional do Cariri (Urca), com equipes de pesquisas para a realização de levantamentos e estudos nas áreas de mineração. O trabalho inicial estaria voltado principalmente para o melhor aproveitamento dos rejeitos das áreas de mineração do calcário.

Com isso, segundo o chefe do escritório do DNPM no Crato, Artur Andrade, seria possível se fazer um redimensionamento da área e um levantamento das quantidade desse material. O Vant seria de essencial importância nesse trabalho, por captar as imagens em vídeo e fotográficas, além de possibilitar o acompanhamento das ações em tempo real do que está sendo realizado nas áreas de exploração.

Nos locais onde há retiradas de areia, por exemplo, se constatou maior eficiência do equipamento, por conta do tempo de retirada do material.

Segundo o vice-reitor da Urca, Patrício Melo, além desse trabalho inicial que pode ser realizado nas minas, há outros projetos a serem desenvolvidos por meio da parceria com o DNPM, que mantém um convênio com a universidade, principalmente na área de abrangência do Geopark Araripe. O projeto do Vant foi desenvolvido por meio de parceria com a Universidade de Brasília (UnB), utilizando diversas tecnologias e softwares específicos. A equipe de pilotos, incluindo técnicos passou por treinamento e o aperfeiçoamento do equipamento vem sendo feito, mediante os experimentos.

Com uma câmera de vídeo frontal e outra de registro fotográfico na parte de baixo, é possível se captar imagens tridimensionais. Uma das grandes vantagens que a coordenadora destaca é que o Vant poderá chegar a captar as imagens dessas áreas sem que seja percebido. Segundo Cristina, o uso do equipamento como plataforma de sensoriamento remoto possibilita a obtenção de dados de altíssima resolução espacial e temporal, a um custo baixo de operação e manutenção.

Conforme ela, facilita o monitoramento da atividade, a delimitação da área de extração e a identificação de aspectos da produção, tais como número de trabalhadores, equipamentos, volume, dentre outros.



Fiscalização
Mesmo com uma coordenação específica para fiscalizar as atividades minerais não tituladas, a coordenadora destaca o alto grau de informalidade, e com isso, a dificuldade de manter uma fiscalização mais efetiva das áreas.
O resultado dificulta a obtenção dos dados em campo, e, conforme e a geóloga, apresenta diversos complicadores.

Entre os problemas relacionados à fiscalização, está a evasão dos mineradores das áreas, ao perceberem a presença dos fiscais. “Estes obstáculo dificultam a elaboração de um diagnóstico e a proposição de soluções”, afirma Cristina.

Fonte: Diário do Nordeste/16 de Maio 







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